quarta-feira, 21 de maio de 2014

Reinado de D. João II – da Serra Leoa ao Cabo da Boa Esperança

Este rei foi, depois da morte do infante D. Henrique, o grande impulsionador dos Descobrimentos. Era sua intenção atingir a Índia por mar (a terra das especiarias).
Em 1483, Diogo Cão alcançou a foz do rio Zaire (norte de Angola) e em 1488, Bartolomeu Dias dobra o Cabo das Tormentas. O rei D. João II ficou tão feliz com este acontecimento que mudou o nome do cabo para Cabo da Boa Esperança.
Ao passarem o Cabo da Boa Esperança os Portugueses provaram que é possível a comunicação entre o oceano Atlântico e o oceano Índico, o que vai permitir a chegada de Vasco da Gama à Índia, por mar.
Entretanto, em 1492, Cristóvão Colombo, ao serviço do rei espanhol, alcançava o arquipélago das Antilhas (América Central). Julgava ele ter chegado à Índia! D. João II reivindicou de imediato a posse daquelas ilhas, por lhe pertencerem de acordo com o tratado de Alcáçovas. A luta só terminou em 1494 com um novo acordo - o Tratado de Tordesilhas.

 
O Tratado de Tordesilhas dividiu o mundo em duas grandes áreas de exploração: uma para Portugal e outra para Espanha. Todas as terras a oriente do meridiano ficariam para Portugal.
As três etapas da expansão portuguesa ao longo da costa africana.
 


domingo, 18 de maio de 2014

Sabias que…

os portugueses assinalavam a sua passagem ao longo da costa africana com padrões – pedras altas onde eram gravadas as datas e o escudo da casa real?

 
O infante D. Henrique

 
O infante D. Henrique (filho do rei D. João I) foi o que mais trabalhou na organização das primeiras descobertas.
Os portugueses descobriram o arquipélago da Madeira em 1419 e o arquipélago dos Açores em 1427.
As ilhas atlânticas eram desabitadas e, para as povoar e cultivar, o infante entregou-as aos capitães que comandaram as expedições de descobrimento. Surgem assim as primeiras capitanias.

Na Madeira cultivou-se a vinha, a cana-de-açúcar e cereais. Nos Açores criou-se gado, plantou-se trigo e plantas tintureiras.
Descobertas feitas até à morte do infante D. Henrique em 1460.
Os portugueses também foram explorando a costa do continente africano. Estabeleceram-se relações comerciais com os povos africanos e nos locais onde o comércio era mais intenso foram criadas feitorias. Para evitar os ataques de piratas, as feitorias eram normalmente fortificadas.
 

Feitoria da Mina (África).
Do reino de Portugal levava-se sal, trigo, objetos de cobre e de latão, tecidos e contas de vidro e em troca traziam-se várias riquezas de África: ouro, marfim, malagueta e escravos.
Além do comércio, os portugueses também foram em missões, procurando espalhar a fé cristã.
 
 
Os instrumentos náuticos e as embarcações

Para melhor navegar, os portugueses tiveram que aperfeiçoar as técnicas de orientação pelos astros essenciais à navegação no mar alto (ou seja, deixar de ter como ponto de orientação a linha da costa). Serviram-se de instrumentos como o astrolábio, a bússola, a balestilha, o quadrante…
O conhecimento que foram tendo dos ventos e das correntes marítimas também foi muito importante.
No entanto, as embarcações também foram melhorando ao longo dos anos. Depois da barca, começou-se a utilizar a caravela que era um bom barco para navegar nas águas agitadas do Atlântico. As velas triangulares (ou latinas) eram móveis e facilitavam a capacidade de manobra e de aproveitamento do vento, ou seja, permitia bolinar (navegar com ventos contrários).

Caravela
 
A nau surgiu já nos finais do século XV. Utilizou-se após a passagem do Cabo da Boa Esperança. Era um navio maior e muito resistente, que permitia o transporte de mais pessoas, mantimentos, mercadorias e possuía peças de artilharia. Tinha velas redondas e triangulares.
Nau
 
 
 
Sabias que…

antes do séc. XV só se conhecia a Europa, parte de África e parte do continente asiático?
Repara na figura seguinte.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Os Descobrimentos Portugueses

O reino de Portugal no século XV encontrava-se muito pobre. Precisávamos de alimentos (como os cereais) e riquezas (como o ouro). Por isso, os portugueses decidiram começar a explorar novas terras e a navegar por mares nunca antes navegados.
O rei D. João I e todos os grupos sociais (nobreza, clero, burguesia e povo) pensaram que a melhor solução para a crise era conquistar a cidade de Ceuta que era muito rica em cereais e onde existia muito comércio.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O rei D. João I


 A cidade foi conquistada em 1415 mas não resolveu os problemas do reino porque os Muçulmanos, que faziam o comércio, levaram os seus produtos para outros locais de África.
Os Portugueses lançaram-se então na aventura dos Descobrimentos.
Tiveram de enfrentar várias dificuldades: os marinheiros acreditavam na existência de monstros no mar, as correntes marítimas eram muito fortes, os barcos eram frágeis…
Seres fantásticos e monstros marinhos
 
A barca utilizada no início da expansão.
 
 
 
 
Vídeo

Vamos ver agora um vídeo sobre a crise de 1383-1385!
“Conta-me História… A batalha de Aljubarrota”

https://www.youtube.com/watch?v=d_1PzjpQMKk&feature=player_embedded